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ENSAIOS |
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Nesta página você encontra estudos de autoria do crítico e coordenador do CRAP.MG, Márcio Sampaio, sobre diferentes aspectos da arte mineira. Alguns textos aqui transcritos foram publicados em catálogos, livros, revistas e jornais.
A reprodução parcial dos textos é permitida, desde que a autoria e a fonte sejam citadas. Para reprodução integral, o interessado deverá contatar o autor e obter autorização expressa.
ARTESANATO EM TIRADENTES - OFÍCIO POÉTICO DA TRADIÇÃO

INTRODUÇÃO
“Quando encontramos neste rico lugar de tradições, manifestações remanescentes de antigos tempos, sabemos que aí sobrevive algo que nos diz respeito e que poderá trazer-nos do passado um sentido para as nossas vidas”.
“E aqui se empreende na comovente perenização desses antigos saberes, a colheita de sabores que se tornam novos, legitimando para o futuro as lições de um fazer resgatado, preservado e multiplicado”. (Márcio Sampaio: Raros Ofícios, 2001)
O DESENHO EM MINAS

Desde o início da década de 60, numerosos artistas de Minas vêm se dedicando ao desenho, como uma linguagem eficiente, adequada e suficiente para a sua expressão.
Por volta de 1968, a crítica já se referia a uma "escola do desenho mineiro”, apontando particularidades e peculiaridades que lhe davam personalidade própria, justificando assim o termo, como a qualificação de um procedimento específico, reflexo de uma cultura que animava um universo, no qual transitariam modos e vivências singulares.
OS MATERIAIS DA VIDA

A Educação do Olhar
Aprender a ver a arte que fugiu dos museus e se abre para a vida, com ela se confundindo. O olhar, corrompido pela pressa, deseducou-se, perdeu o gume com que feria e possuía as coisas: hoje ele passeia pela superfície, sem apreender a luz que purifica o mundo e que é tempo e vida. A pressa do olhar compactuou com o escuro, com a planura e a aridez que anestesiam o homem e embaçam o mundo; desfazem as constelações de objetos, corpos, gestos, traba¬lhos que formam o cotidiano e o enriquecem. A educação do olhar será, portanto, a única maneira viável de redescobrir para o homem o mundo, de dar ao homem os meios para poder considerar a vida, não como um imenso deserto de raras e difíceis ilhas verdes, mas um espaço preenchido de coisas, gestos, significações: pleno de magia.
LITOGRAFIA COMERCIAL E ARTÍSTICA EM MINAS GERAIS

Introduzida no Brasil na segunda década do século XIX , a litografia encontrou aqui campo propício para sua prática. Inicialmente, com fins comerciais e servindo à imprensa, passou a ser utilizada como um meio eficiente da expressão artística. Neste ensaio, o autor faz um estudo do uso da litografia comercial e artística em Minas Gerais.
Homenagem à artista litógrafa e pesquisadora Lótus Lobo
NO RASTRO MÁGICO DA ARTE

Este texto foi elaborado com base nas viagens de levantamento e registro das manifestações de arte popular em Minas Gerais, realizadas pelo pesquisador em 1972.
Foi publicado originalmente no catálogo “Sete Brasileiros e seu Universo” – MEC, 1974
ARTE NA RUA: PRAZER OU SUPLÍCIO? A CIDADE:PAISAGEM NOSSA DE CADA DIA

Este texto, - cuja primeira versão foi apresentada no Seminário sobre Arte Pública, promovido em 1990 no Centro Cultural da UFMG, em Belo Horizonte, pela Secretaria Municipal de Cultura e Goethe-Institut, e publicado em 1997 no caderno “Pensar” do Estado de Minas - aborda a questão das intervenções artísticas na cidade, e o quanto a arte pode contribuir para tornar o espaço público mais agradável e vitalizador. Mostra, também, como as intervenções de má qualidade podem se fazer instrumento de suplício para os habitantes que com elas são condenados a conviver no seu dia-a-dia. E mais ainda, sublinha a idéia de que a organização visual da cidade, tarefa de arquitetos e urbanistas, deve contar com a colaboração preciosa - se criteriosa e criativa - dos artistas plásticos e programadores visuais.
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